Vacina não deve alterar plano de investimentos em EAD no Brasil
Postado em 21/01/2021
A pesquisa TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet (CGI.br), apontou que o Brasil conta com 134 milhões de usuários de Internet, fato que representa 74% de toda a população com mais 10 anos de idade no país. Outro fator relevante é que 53% da população que vive fora das zonas urbanas disse ter acesso a internet. Um movimento que segue em ampla expansão, sendo impulsionado, inclusive pela pandemia Covid-19.
Com muitos domicílios conectados e com as dificuldades de acesso ao ensino presencial causado pelos recentes isolamentos sociais, o ensino a distância, que na última década já havia crescido mais de 190%, deve superar o número de alunos presenciais até 2023. Hoje são mais de nove milhões alunos matriculados na modalidade EAD. A expectativa é que o número de matrículas pode dobrar no pós-pandemia. Os dados são do Censo EAD.BR, divulgado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED).
Para Fábio Fernandes, especialista em desenvolvimento de projetos para EaD da plataforma Thinkr, mesmo com a chegada da vacina e a perspectiva de amenização dos efeitos da doença, em 2021 os investimentos para ampliação da modalidade EaD no Brasil e no mundo continuarão em alta.
“A Covid-19 e suas repercussões fizeram o EaD mostrar a sua eficácia para educar, treinar e capacitar pessoas no mundo inteiro. Prova disto, é que a educação a distancia foi a grande responsável pelo desenvolvimento e finalização do ano letivo de 2020 em escolas, cursos e universidades. Ficou nítido que de agora por diante estas instituições não podem contar prioritariamente com o ensino presencial. É preciso seguir investimento no ensino via internet”. Ressalta Fábio.
Uma das grandes vantagens apontadas pelos alunos é a quebra de paradigmas. No ensino tradicional, existe um padrão muito rigoroso em que todos os estudantes devem seguir, mesmo cada um deles tendo rotinas e formas de estudar diferentes. No EaD, entretanto, o aluno tem maior autonomia, decidindo, onde, quando e de que forma vai receber o conteúdo, podendo até mesmo buscar outras fontes de informação enquanto assiste as aulas.
O valor dos cursos online também é uma questão fundamental a ser discutida. Hoje 15 milhões de pessoas que estão fora da universidade no País e 67% só podem pagar pela educação de nível superior com os valores aplicados no EaD. “A redução de vagas de programas do Governo Federal como Sisu, ProUni e FIES faz a demanda por EAD crescer ainda mais. “A educação a distância não é um negócio social, pois a maioria das empresas de EAD têm fins lucrativos. Porém, não se pode ignorar que com os valores aplicados o formato democratiza o mercado de ensino. Sua ampliação é viável e extremante necessária”. Finaliza.
